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Navegante errante

  • Foto do escritor: Helena Fraga
    Helena Fraga
  • 24 de mar.
  • 1 min de leitura

Navego sem ego

Por mares calmos e tempestuosos

Navego sem vento ou no meio do furacão

Minha nau é feita de sonho e estrelas

No astrolábio tem o norte por direção

E sou âncora forjada no aço

As cartas náuticas recheadas de ternura

E as estrelas caminham no imenso azul escuro das madrugadas

Conheci mares sem vento

E aprendi a ser paciente

Escondi-me em vagalhões impertinentes

Teimosos e arredios que cunharam-me em capitão

Acordei ninfa

Fui sereia

Inspirei versos

Voei nas brumas

Mantive os olhos na ursa maior

E as velas içadas no cruzeiro do Sul

Virei sal e sol

Areia fina que arde na pele

Sou um navegante

Que segue por todos os mares

E ajoelha no convés das noites pontilhadas da via láctea contando as estrelas que servem de ponte para nosso amor infinito na emoção do reencontro


Helena Fraga

 

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6 Comments


Guest
Mar 25

Lindo... sensível ...tocante reflexivo...mas despertou uma saudade boa...meu Pai q usava muito uma expressão..."por mares nunca navegados..."

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Guest
Mar 25

Parabéns! Belo texto, rico conteúdo. Pautilio

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Guest
Mar 24

A sensibilidade de uma poetisa, permite escrever sobre assuntos diferentes do seu cotidiano . Você conseguiu! Beijinhos 💋

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Helena Fraga
Helena Fraga
Mar 25
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Obrigada! Fico muito feliz que meu texto tocou seu coração!

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Guest
Mar 24

Muito bom. Linda poesia.

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Helena Fraga
Helena Fraga
Mar 25
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Muito obrigada! Feliz que gostou do meu poema!

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