Navegante errante
- Helena Fraga
- 24 de mar.
- 1 min de leitura
Navego sem ego

Por mares calmos e tempestuosos
Navego sem vento ou no meio do furacão
Minha nau é feita de sonho e estrelas
No astrolábio tem o norte por direção
E sou âncora forjada no aço
As cartas náuticas recheadas de ternura
E as estrelas caminham no imenso azul escuro das madrugadas
Conheci mares sem vento
E aprendi a ser paciente
Escondi-me em vagalhões impertinentes
Teimosos e arredios que cunharam-me em capitão
Acordei ninfa
Fui sereia
Inspirei versos
Voei nas brumas
Mantive os olhos na ursa maior
E as velas içadas no cruzeiro do Sul
Virei sal e sol
Areia fina que arde na pele
Sou um navegante
Que segue por todos os mares
E ajoelha no convés das noites pontilhadas da via láctea contando as estrelas que servem de ponte para nosso amor infinito na emoção do reencontro
Helena Fraga
Lindo... sensível ...tocante reflexivo...mas despertou uma saudade boa...meu Pai q usava muito uma expressão..."por mares nunca navegados..."
Parabéns! Belo texto, rico conteúdo. Pautilio
A sensibilidade de uma poetisa, permite escrever sobre assuntos diferentes do seu cotidiano . Você conseguiu! Beijinhos 💋
Muito bom. Linda poesia.